terça-feira, 30 de dezembro de 2008

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aquele momento....

A noite vinha devagarinho, como se o tempo também estivesse embriagado e alucinado pelo fumo do nosso último cigarro.. Todo o seu corpo estava repleto em mim, toda a sua alma cabia naquele momento em minha mão. Desejei ter coragem para soltar aquele nó na garganta que me perseguia desde sempre, desde que o senti pela primeira vez.. Vinha acompanhado por um aperto no peito sempre que a abraçava contra mim, contra o meu regaço frágil, ou sempre que a olhava na sua profundidade.. Trazia em si uma angústia e um medo quando imaginava a sua ausência, e uma sensação de felicidade absoluta.
Naquele momento, em que a minha mão percorria as suas costas, em que as suas pernas se entrelaçavam nas minhas e o seu corpo se encontrava totalmente envolto no meu, desejei ter essa coragem. "E se eu te disser o que sinto? Vais fugir quando perceberes que me tens por inteiro? Vais desinteressar-te e sentir que a vida a meu lado poderá ser monótona, que os dias poderão ser iguais. Vou desproteger-me se eu o disser... porque tenho que o dizer? Posso ficar com este nó na garganta até explodir".. Pensava sempre em tudo isto quando me sentia no sufoco da surdez dessas palavras..
Ela pressentia-o, mesmo quando entre nós apenas permanecia o silêncio.
"Diz amor.."
Nada, esquece, não é nada.
Mas eu sei que queres dizer algo.
Eu escondia o rosto, com medo que o meu olhar me desmascarasse. Com medo de lhe querer explicar tudo aquilo que sentia e de não me conseguir expressar correctamente.
Às vezes penso que ela achava piada a esta situação. Com o meu jeito frágil de menina que percebe que joga ás escondidas e está prestes a ser descoberta. Creio que até provocava certas situações..
O que sentes por mim amor?; Sabes que isto é amar-te?.
Eu ficava despida, perdida, sem palavras, nem reacção..
Ontem, naquele momento em que deixei de ter existência em mim, toda concentrada e protegida pela sua pele quente colada ao meu corpo frio, o nó desfez-se..
Amor..
Sim.. (o medo mortificou-me, deixando o silêncio imperar) Diz meu amor..
Eu Amo-te..
Nunca o meu coração sentiu tamanha explosão, tamanha dor e euforia, tamanha pequenez.. a fragilidade de toda uma vida invadiu-me, o meu corpo tremia.. senti-me verdadeiramente única... como se nunca, em nenhuma circunstância tivesse jamais pronunciado tais palavras.. Como se o meu corpo deixasse de estar ali e toda eu me tivesse tornado o seu sangue, a sua carne, a sua pele... Como se nunca tais palvras tivessem sido conhecidas e eu as tivesse inventado pela primeira vez em todo o mundo.. como se aquelas palavras apenas lhe pertencessem..
Naquele momento, todo o meu corpo fugiu de mim, o meu coração parecia não desacelerar, e apenas sossegou quando o seu olhar se cerrou num beijo que tocou os meus lábios, enchendo-os de vida. Naquele momento toda eu me extingui para ser Sua.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008



There used to be a graying tower alone on the sea.
You became the light on the dark side of me.
Love remained a drug that's the high and not the pill.
But did you know,
That when it snows,
My eyes become large and
The light that you shine can be seen.
Baby,
I compare you to a kiss from a rose on the grave.
Ooh,
The more I get of you,
The stranger it feels, yeah.
And now that your rose is in bloom.
A light hits the gloom on the grave.
There is so much a man can tell you,
So much he can say.
You remain,
My power, my pleasure, my pain, baby
To me you're like a growing addiction that I can't deny.
Won't you tell me is that healthy, baby?
But did you know,
That when it snows,
My eyes become large and the light that you shine can be seen.
Baby,
I compare you to a kiss from a rose on the grave.
Ooh, the more I get of you
The stranger it feels, yeah
Now that your rose is in bloom.
A light hits the gloom on the grave,
I've been kissed by a rose on the grave,
I've been kissed by a rose
I've been kissed by a rose on the grave,
...And if I should fall along the way
I've been kissed by a rose
...been kissed by a rose on the grave.
There is so much a man can tell you,
So much he can say.
You remain
My power, my pleasure, my pain.
To me you're like a growing addiction that I can't deny, yeah
Won't you tell me is that healthy, baby.
But did you know,
That when it snows,
My eyes become large and the light that you shine can be seen.
Baby,
I compare you to a kiss from a rose on the grave.
Ooh, the more I get of you
The stranger it feels, yeah
Now that your rose is in bloom,
A light hits the gloom on the grave.
Yes I compare you to a kiss from a rose on the grave
Ooh, the more I get of you
The stranger it feels, yeah
And now that your rose is in bloom
A light hits the gloom on the grave
Now that your rose is in bloom,
A light hits the gloom on the grave.

domingo, 14 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lisboa à noite...

Curiosa esta cidade.. Gosto de Lisboa. Gosto desta multiplicidade de seres, maneiras de estar, destas cores que alternam constantemente entre o claro e o escuro. Era tarde quando saí do trabalho. Esperei um táxi na paragem do autocarro, pois faltavam 10m para a chegada do autocarro. Estava visivelmente irritada e frágil, e nem as gargalhadas da Maria me conseguiam levar a esboçar um sorriso tranquilo. Tentei fazer parar um táxi que se encontrava disponível, mas que por qualquer motivo (que eu desconheço) decidiu não parar ao meu sinal.
Deve ser pelo teu ar de mitra.
Mania de julgarem as pessoas pela aparência. Fiquei ainda mais irritada. Decidimos esperar pelo autocarro.
Já percebi porque é que o táxi não parou... Disse ela de olhos arregalados.
Referia-se ao tipo de pessoas que vinham no autocarro aquela hora.. O "Senhor do Adeus" que costuma estar sempre no Saldanha e deveria estar prestes a entrar ao serviço, um branco a conversar em português mas obtendo respostas em crioulo, um filho de angolano a combinar uma noite com amigos, acompanhados por dois malibus,no seu "cubico".
Baza lá no meu cubico antes do ensaio mano...
A Maria ria perdamente, delirando com toda aquela situação. Eu gozava aquele prazer da noite de lisboa, as recordações que tudo aquilo me trazia.. Perdi-me um pouco nesses pensamentos esquecendo-me de mim, das minhas angústias, do meu cansaço.. Sabia que não tardaria a chegar a casa, e encontrar-me com a minha guitarra. Apenas ela me dá as respostas que necessito com o ressoar das suas cordas. Apenas a sua melodia me acalma e consola.. É quase meia-moite!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"If i had no more time left to be here..."

"If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?
If I couldn't feel your touch
And no longer were you with me
I'd be wishing you were here
To be everything that I'd be looking for
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed


So every time you hold me
Hold me like this is the last time
Every time you kiss me
Kiss me like you'll never see me again
Every time you touch me
Touch me like this is the last time
Promise that you'll love me
Love me like you'll never see me again
Oh Oh Ohhhhh"

http://www.youtube.com/watch?v=L-WZG-y2e9k&feature=related

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sim.. eu quero!

“Estava escuro quando regressei ao quarto.. Estranhamente gostei de o encontrar assim, sem contornos claros e definidos, sem contrastes de cores e formas. Deitei-me na cama acabada de fazer. Senti a tua ausência e saboreei-a, deleitando-me com a doce saudade de ti.. Deixei o meu pensamento fluir, reflectindo.. Pensei na tua pergunta e na minha resposta.. Pensei no meu medo e na minha insegurança... Pensei na vontade que sinto de fugir ás vezes, quando de alguma forma existe algo em nós que possa significar sofrimento.. Sim.. ainda é a primeira coisa que me passa pela cabeça quando isso acontece.. No entanto, não consigo deixar de viver para ti, de estar contigo, de te querer cada vez mais, e mais, na minha vida..
A pergunta que fizeste trazia-a na minha cabeça há muito tempo.. estive quase a fazê-la também.. mas vinha aquele aperto no peito, aquele nó na garganta.. e o suspiro do silêncio.. Sim.. quero! Sim, quero arriscar! Quero fazer-te feliz, dar-te o teu castelo, ser o teu porto de abrigo.. Sim, quero dar-te a minha vida com loucura e tranquilidade.. ao nosso ritmo.. Penso em tudo isto! Penso no teu último post, na nossa última conversa.. penso na nossa sinceridade, aquela que quero preservar, acima de tudo.. Penso que sou sou capaz de me reconstruir.. ctg! Penso em nós! E tu amor?? Em que pensas?
Deixo a escuridão invadir o meu sono, até adormecer!”

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fazes muito mais que o sol... :-)



Adoro-te!!
Já passa das duas da manhã.. Acabei de bater com a cabeça numa porta do armário da cozinha.. o suficiente para me tirar o pouco sono que tinha.. leio e releio o que me escreveste.. penso em muita coisa que continuo sem coragem para te dizer.. penso em tudo aquilo que gostaria de te ter dito hoje e que acabei por me esquecer, embrulhada no trabalho.. penso que a ideia do "colégio" dos nossos filhos começa a fazer-me sentido.. penso que não sei a idade da tua avó... penso que deveria fazer-te aquela surpresa.. (hmm.. penso como ela será..) penso nas palavras que te quero dizer e que se entalam na minha garganta e se confundem no meu pensamento.. penso que tudo o que passei na minha vida até hoje deixou marcas profundas e que talvez seja por isso que não consigo verbalizar nada.. penso que te dou pouco.. que te dei pouco ainda e que quero fazer mais.. muito mais... quero construir um castelo e pôr-te lá dentro onde mereces estar.. dizer-te que és única na minha vida e que cuidarei de ti como nunca ninguém cuidou.. penso que continuo com medo disto que sinto.. deste sentimento.. tb eu pensei nao ser possível voltar a sentir-me assim, apaixonada, livre e liberta, tb eu pensei que seria impossível encontrar alguém que recolhesse os "pedaços de mim", até surgires.. penso que esse medo me dá, ainda vontade de fugir, por sentir que me poderás magoar, por sentir que não aguentaria outra desilusão, outro alguém que se desapaixone por mim.. penso que esse medo desaparecerá quando partilhares todas as noites e amanheceres a meu lado.. penso que isto que pensei é tontice.. e misturo este pensamento com a razão.. deixando a experiência e maturidade tomarem as rédeas e mostrar-me que ainda temos um longo caminho até lá chegarmos.. que ainda temos tantos momentos "furtados" para viver, tantos fins de semana roubados por descobrir, tantos cheiros, tantos sabores...
penso.. nas palavras que te quero dizer.. que às vezes quase saiem por entre os meus lábios mas que de repente brotam em lágrimas, permanecendo no silêncio e escondendo-se por trás do gesto.. penso em ti.. neste aperto no peito.. nesta vontade de te ter.. penso na tranquilidade que me trouxeste, misturada nesse turbilhão de loucura e de desejo.. penso na estranheza de teres essa capacidade, de tranquilizares a minha vida, quando tu própria és um furacão... penso na tua voz sussurrada ao meu ouvido, penso no arrepio na nuca (aquele que gostas de me provocar)... penso em ti.. só em ti.. toda em ti..
Sou TUA... como nunca fui de ninguém..
Beijo