sexta-feira, 27 de março de 2009

Vamos ver o mar??

Chegou o sol novamente, sinal de mais um verão que se aproxima.. Nunca consigo definir o que a sua chegada provoca em mim. Sinto-me rejuvenescer e simultâneamente morrer.. Exaspera em mim a necessidade de fuga, de evasão, de partida.. de busca de algo indefinido, de triunfo e conquista... Volta a típica inquietude de insatisfação... Tento explicar-me a mim própria as causas, como se não as conhecesse já repetidamente.. Nestes momentos, revoltam-me os projectos que fiz!! As pessoas que me marcaram...o sentimento de eterno viajante que deixaram em mim..preciso de ir ver o mar.. de tocar na água, sentindo a densidade cada partícula... como se os lugares que elas percorreram pudessem tocar na minha pele...
Vamos ver o mar, meu amor...vamos?? tu és o meu único porto.. aquele porto seguro onde sei que quero ficar... o único abrigo que me conforta, que não me angustia, que me mostra em cada dia que a felicidade é simples... que me faz querer lutar e superar a mim própria... que me faz querar olhar pra ti primeiro, antes de mim...
Bj
A....

terça-feira, 24 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009



Remember those walls I built
Well baby they tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now

Bridge :
It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

Chorus :
I can't feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo

Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't begin
To pull me back to the ground again

Bridge :
Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
The risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away

segunda-feira, 9 de março de 2009

"Ami na bai katá yagu!!"

Não costumo estabelecer muitas comparações na vida.. geralmente apenas retenho as aprendizagens que me vão sendo proporcionadas, usando-as como pequenas lições, cujos sumários vou consultando, na procura de ser e fazer melhor...
Mas hoje acordei com uma imagem na cabeça e com uma associação directa do que ela representa na minha vida.. uma imagem que trago da guiné... Veio-me à memória a imagem de duas mulheres a tirarem água de um poço... não existem roldanas, e a água é transportada num pequeno balde que é atirado em queda vertiginosa para dentro do poço e posteriormente recolhido... Vez à vez, as mulheres vão puxando a corda que se encontra presa ao balde. Enquanto uma puxa e mantêm, a outra vai buscar uma parte da corda mais abaixo, puxando-a e mantendo-a.. e assim sucessivamente até o balde se encontrar fora do poço.. Tudo isto é feito de uma forma minuciosa para evitar desperdício de água, mas também, enérgica e automática.. Pergunto-me como conseguem aquelas mulheres fazê-lo todas as manhãs, como aguentam os seus corpos finos e magros, como aproveitam esses momentos para conversar, rir, como lutam por aquela água com um sorriso nos lábios..
Salto dessa imagem para a imagem de mim mesma... das vezes em que, também eu, ia ao poço, da satisfação obtida depois do cansaço e do prazer das gotas que nos salpicavam e molhavam o corpo naquele calor abrasador... junto com as minhas, também havia outras mãos.. às vezes o riso e o cansaço tiravam-nos as forças e as outras mulheres (mais velhas) riam inocentemente da nossa inexperiência.. Mas ainda assim, não desistíamos e junto com elas queríamos mostrar-nos vencedoras também..
Aquela luta, com esforço e prazer, com vitória e derrota, aquelas gotas de suor e salpicos de água, relembraram-me que cada dia se reconstrói com um novo amanhecer...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Onde estiveres...

Deparei-me hoje com um texto antigo, daqueles que nos trazem memórias que julgamos perdidas.. aquelas que são as primeiras a ser apagadas nas despedidas. Lembrei-me do seu rosto, da sua pele, dos pormenores. Imagino como reagiria se a visse aqui e agora, como seria o reencontro depois destes três anos.
Conheço as suas palavras...
“Estava com medo que tudo mudasse, que estivesses diferente, que aquela Lú não fosse real”.
“Não confias na nossa amizade? Naquilo que nos uniu e une?”
Queria-a aqui, agora, a compartilhar esta minha felicidade. Queria saber se está bem, se precisa de alguma coisa, se está magoada com a distância, a ausência, o silêncio, o meu medo!! Gostava de lhe explicar que eu apenas vivo o presente, que priorizo o que tenho no momento, e que quando isso está longe guardo numa caixinha, daquelas com música e um casal de bailarinos, que vou buscar apenas quando representa tranquilidade... Será que entendia a pessoa que sou hoje e agora, será que ainda dizia que me ama, sem barreiras? Será que confessava que me tinha amado, que me queria amar?
Sei no fundo que estas dúvidas estas questões se dissipariam naquele abraço do reencontro onde as palavras são supérfulas...


Para a Sú...
Espero que saibas isto onde quer que estejas!!